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3 Dicas para iniciar no mercado de moto peças

A motocicleta vem conquistando cada vez mais pessoas, principalmente nos grandes centros urbanos, pela sua praticidade de locomoção, ser fácil de estacionar e por proporcionar uma sensação inigualável de liberdade ao motociclista. Para muitas pessoas se cria um vínculo afetivo com a máquina, pelo contato tão próximo e harmonioso entre o motociclista e a moto.

O transporte praticamente solitário faz com que os seus amantes tenham muita dificuldade em trocar sua moto por uma nova, a não ser que ela não esteja mais atendendo suas necessidades. Em geral ele troca peças, faz manutenção e consertos para mantê-la sempre nova e segura, o que torna o mercado de motopeças algo em promissora expansão.

Brasil é o país com o maior número de empreendedores individuais do mundo. Mas o que poderia ser comemorado se transforma num alerta: a maior parte dos empreendedores é comportada por pessoas autônomas que obtiveram um CNPJ para sobreviver, já que eram funcionários e não conseguiram uma colocação no mercado. Poucos são realmente empresários que identificam uma oportunidade para investir.

Nesse quadro o número de insucesso aumenta a cada ano pois, de cada dez empresas, seis não passam mais de cinco anos no mercado. Os motivos variam entre a má gestão financeira, o desconhecimento do mercado que investiu e a falta de inovação, exatamente por não ter um preparo técnico sobre o assunto.

Para quem pensa em iniciar no mercado de motopeças, essas informações não devem ser desanimadoras, mas um alerta para buscar o caminho certo do sucesso. Sempre haverá empresas bem estruturadas, criativas e bem-sucedidas para suprir a demanda e uma delas pode ser a sua.

Para ajudar nessa empreitada, separamos três dias muito úteis para entrar agora mesmo no negócio!

Conhecer muito bem o mercado de motos

Antes de pensar numa loja de motopeças é preciso entender o mercado brasileiro de motos. Como, por exemplo, entre as categorias de motocicletas mais comercializadas no primeiro mês de 2019, a liderança ficou com a Street, com 54,1% de participação (44.146 unidades). Na sequência aparecerem a Trail, com 18,9% (15.451 unidades); Motoneta, com 15,5% (12.637); Scooter, com 5,3% (4.319) e Naked, com 2,5% (2.073). Fonte: ABRACICLO

Conhecer as porcentagens de motos nas ruas, seus modelos e quais as que mais têm procura de motopeças é fundamental para saber o que oferecer ao cliente. Embora um estoque de motopeças precise ter a disposição o máximo de possibilidades possíveis, incluindo de modelos mais antigos e raros, alguns itens têm muito mais procura que outros.

Saber sobre o mercado é também saber lidar com seu público-alvo, entendendo suas necessidades, buscando soluções para os problemas e ter condições de criar serviços e outros produtos para atender melhor a demanda.

Conhecer o mercado é também saber muito bem da concorrência. Saber como e o que elas oferecem ao cliente, projetos de expansão e como se expressam nas mídias sociais, etc. Só assim é possível identificar suas falhas e criar diferenciais que podem ser decisivos para o cliente.

 

Saber escolher e treinar os funcionários

De acordo com o porte da loja, é preciso contratar funcionários que supram as demandas e possam realmente atribuir valor ao local. Procure pessoas competentes, interessadas em aprender e melhorar, com alguma experiência em vendas ou no mercado de motos.

Estoquista, área administrativa, vendedores e até mesmo um mecânico são essenciais para começar. A presença do mecânico de motos pode ser um diferencial e atrair mais clientes, já que em muitos casos o cliente precisa que a peça seja montada no local ou realizar consertos básicos.

O vendedor, como é o contato direto da loja com o cliente, precisa estar muito bem treinado sobre o que vende e de como lidar com o cliente. O mercado de motopeças requer pessoas bem informadas sobre o produto que sejam capazes de ouvir o que o cliente tem a dizer, tirar suas dúvidas e atender suas necessidades. O cliente não quer um vendedor que oferece tudo, até mesmo o que não tem nada a ver com seu gosto e sua necessidade, mas sim um que proponha uma solução para sua demanda e que o deixe plenamente satisfeito e tentado a voltar novamente.

 

Ter ótimos fornecedores

Como o mercado de motos é muito específico, o número de fornecedores diminui, mas, ainda assim, é preciso fazer uma boa pesquisa para identificar àqueles que ofereçam produtos de qualidade, originais ou manufaturados com selo e qualidade, para não ser enganado e vender produtos falsificados ou danificados.

O ideal é comprar diretamente na fábrica, para garantir um preço mais acessível e a idoneidade do produto, mas a média de compra mínima de produtos e valores é sempre muito alta, girando entre R$ 1000,00 a R$ 10000,00 por compra. O cadastro é bem rígido e exige referências comerciais e pessoais, análise de crédito e caso demore a comprar novamente, o processo volta do zero.

Já a compra pelos atacadistas têm a vantagem de um valor mínimo menor, entre R$ 500,00 a R$ 5000,00 por compra. Também é possível comprar um número misto de produtos, no lugar de uma quantidade grande de apenas um modelo. As desvantagens começam pelo preço, que tem um acréscimo médio de 80% do valor de fábrica e nem sempre os produtos têm garantia de qualidade. Há casos em que os atacadistas vendem produtos falsificados, sujos ou danificados.

Depois de identificar inicialmente fornecedores confiáveis, é hora de montar um estoque inicial de peças que inclua as de maior demanda, mas também é preciso incluir as peças mais raras e antigas para não frustrar aquele cliente que muitas vezes não consegue encontrar o que deseja. Ofereça também produtos atraentes e que podem incrementar ainda mais a moto.